Vigararia Para a Ação Pastoral
Vigararia para a Ação Pastoral
 

Plano Pastoral

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Lema

Dom da Esperança /Mistério da Luz

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Apresentação

Se no primeiro ano deste ciclo pastoral se proporciona a cada cristão e a cada comunidade da Diocese um encontro vinculativo, fruto da procura de quem é Jesus Cristo, no segundo ano somos guiados pelo título de que Jesus Cristo é o salvador e procuremos compreender e acreditar na missão salvífica do Senhor.

Para tal damos um passo significativo do mistério da encarnação e manifestação de Jesus para o mistério fundante e alicerce da nossa fé cristã: a morte e ressurreição de Jesus Cristo.

A singularidade de Jesus de Nazaré é a Sua divindade, já expressa na anunciação pelo arcanjo Gabriel que proclama "Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados" (Mt 1,21) e o apóstolo Paulo, convidando à esperança, professa "aguardando a bem-aventurada esperança e a gloriosa manifestação do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo" (Tt1,13). Neste percurso catecumenal somos convidados a anunciar as verdades da fé [morte, ressurreição, ascensão e Pentecostes] e a descobrir a atualidade e as implicações de viver, no quotidiano, imersos na graça salvífica de Jesus Cristo e introduzindo a dinâmica do Reino nas comunidades cristãs recuperando os gestos, as reacções, a linguagem e atitudes do Senhor. É desde o mistério de compaixão e salvífico de Jesus Cristo que temos de reler e afrontar a nossa existência e a fidelidade resiliente da Esperança para tornar o mundo mais humano e habitável e que nos impele para "um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia" (Ap 21,1).

O Papa Francisco, para a comemoração do centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, de 30 de novembro de 1919, do Papa Bento XV, declarou o mês de outubro de 2019 "Mês Missionário Extraordinário", com objetivo despertar para uma maior consciência da missão e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral. Os nossos Bispos, no acolhimento desta proposta, proclamaram um Ano Missionário em todas as nossas Dioceses, de outubro de 2018 a outubro de 2019, com o tema "Todos, Tudo e Sempre em Missão", desafiando-nos a termos uma vocação e missão missionária com abrangência local e, simultaneamente, universal.

Os nossos Bispos, citando S. Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelli Nuntiandi, n.º 8, interpelam-nos a "conservar o fervor do espírito e a suave e reconfortante alegria de evangelizar, mesmo quando for preciso semear com lágrimas. É que o mundo do nosso tempo que procura, ora na angústia, ora com esperança, quer receber a Boa Nova dos lábios, não de evangelizadores tristes e desencorajados, impacientes ou ansiosos, mas sim de discípulos missionários do Evangelho cuja vida irradie fervor".

Em sintonia com a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos em Roma, que se realizou de 3 a 28 de outubro de 2018, a carta pastoral dos nossos Bispos para este Ano Missionário pede-nos que "Não esqueçamos as novas gerações e o mundo dos jovens, que nos chamam a construir uma pastoral missionária para e a partir deles. No contacto direto com eles, com as suas esperanças e frustrações, anseios e contradições, tristezas e alegrias, anunciemos as boas notícias da parte de Deus. Nesse contacto, à imagem do Senhor Jesus, "o missionário não se irrita, não desanima, não despreza nem trata com dureza... mas a todos procura atrair com bondade até aos braços de Cristo, o Bom Pastor" (MI 43)".
É preciso animar os que estão despertos e não perder os que andam por outras andanças.

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Fonte Bíblica

«O Senhor ungiu os meus olhos» (cf. Jo 9, 1-41)

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Sacramento

Confirmação

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Roteiro Pastoral

A pergunta sistemática: "Porque é que Jesus é o salvador?". A resposta exige percorrer um itinerário de estudo bíblico feito conforme as circunstâncias de cada comunidade que permita entender, com a sabedoria do coração, as razões da nossa fé contidas no Credo.


Este ano, de forma, ainda mais qualificada, valorizamos a Semana Santa e o Tempo Pascal.


Este percurso encerrará com a festa arciprestal onde as comunidades, de forma solene e pública, farão a renovação das promessas baptismais. Cada baptizado receberá o Símbolo dos Apóstolos e serão benzidas as placas, com o mesmo, para colocar nas Igrejas e espaços religiosos.


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Prioridades Pastorais

Múnus sacerdotal

DAR ATENÇÃO:


À formação dos ministérios litúrgicos como expressão de uma igreja ministerial que celebra a Liturgia de forma consciente e plena.


À música e o canto litúrgico que serão sempre vistos como expressão de oração e participação da comunidade celebrativa.


Múnus profético

TER EM CONTA:


O anúncio da centralidade do querygma.


A participação livre, consciente e ativa na igreja e na sociedade.


Múnus real

DAR REALCE:


À pastoral comunitária e o exercício da cidadania - uma Igreja comunhão com comunidades de fé.


À capilaridade da Diaconia da Caridade: ambiente de evangelização e de serviço ao próximo.


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Estratégias

  • (re)Descobrir os caminhos bíblicos, litúrgicos, pastorais, espirituais e da Piedade popular para que cada um possa responder à pergunta orientadora: porque é que Jesus é o salvador?

  • (re)Encontrar uma catequese mistagógica e de proximidade: «a finalidade última da catequese é pôr as pessoas não apenas em contacto, mas em comunhão, em intimidade, com Jesus Cristo» (S. João Paulo II);

  • (re)Acreditar a fé contida no Credo;

  • (re)Valorizar a celebração da Semana Santa, o Tríduo Pascal e o Tempo Pascal;

  • Celebrar o sacramento da Confirmação com os Jovens e os Adultos em todas as Unidades Pastorais;

  • Fortalecer o entusiamo da missão;

  • Revisitar, na alegria da caridade e em "visita pastoral" pelo Bispo Diocesano, todas as Instituições da Diaconia da Caridade: Cáritas Diocesana, Fundações Canónicas, Centros Sociais Paroquiais, Santas Casas da Misericórdia e outras casas da Caridade;

  • Reunir a comunidade arciprestal, em redor da renovação das promessas batismais e a entrega do Símbolo dos Apóstolos.